Revista Scientiarum Historia http://teste.portalassistiva.com.br/revistas/index.php/RevistaSH <p>Há mais de uma década, o Programa de Pós-graduação em História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia (HCTE) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) vem promovendo o Congresso Scientiarum Historia.&nbsp;&nbsp;Como parte das ações do HCTE, os melhores trabalhos são selecionados a partir das publicações nos Anais de nosso congresso anual (ISSN 2675-7559), e encontram-se reunidos em versões submetidas a rigorosa revisão por pares, em duplo cego, tornando-se, quando aceitos, publicações na revista Scientiarum Historia (ISSN 2675-6404), homônima ao evento.</p> <p>Nos últimos anos, a Revista Scientiarum Historia vem também se abrindo à submissão, revisão e publicação em fluxo contínuo, alargando sua abrangência e o acesso pela comunidade científica à oportunidade de disponibilizar suas propostas e resultados de pesquisa no âmbito inter/transdisciplinar.</p> <p>A Revista procura abrir-se a contribuições que projetem a ciência de excelência para além dos campos disciplinares que marcam as origens acadêmicas de seus pesquisadores, e priorizando perspectivas, questionamentos e sistemas teóricos, metodológicos e experimentais interdisciplinares de conhecimento. O cruzamento de visões e processos lógico-estruturais, tecnológicos e criativos das ciências experimentais,&nbsp; da filosofia, das artes, pressiona por novos modos de problematização e novas metodologias científicas, que se provem eficientes na promoção do necessário diálogo nas fronteiras do conhecimento, há muito transcedendo as velhas demarcações de campo, e forçando a comunidade científica a migrações conceituais e processuais.</p> <p>Bem-vind@s!</p> Universidade Federal do Rio de Janeiro pt-BR Revista Scientiarum Historia 2176-123X <p>Todos os artigos publicados na Revista Scientiarum Historia recebem a licença <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt_BR" target="_blank" rel="noopener">Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0)</a>.</p> <p>Todas as publicações subsequentes, completas ou parciais, deverão ser feitas com o reconhecimento, nas citações, da Revista Scientiarum Historia como a editora original do artigo.</p> Velhice e ancestralidade http://teste.portalassistiva.com.br/revistas/index.php/RevistaSH/article/view/509 <p>A pluralidade de práticas e conhecimentos na cultura afro-brasileira, que garante dignidade e qualidade de vida aos velhos mestres, suscita reflexões sobre a situação da terceira idade na sociedade brasileira, marcada pelo abandono social e pela ausência de políticas públicas estruturantes. O contraste entre esse abandono e a valorização dos mestres na cultura afro-brasileira revela caminhos alternativos e mais humanos de pensar a velhice, reconhecendo nela um lugar de sabedoria e continuidade histórica. Nas rodas e manifestações culturais, os jovens adeptos demonstram profundo cuidado com os mestres idosos, mas esse cuidado, embora fundamental, não supre suas necessidades básicas, como saúde, moradia e seguridade social, tornando indispensável a intervenção do Estado. Essa pesquisa, ancorada em minhas próprias experiências formativas em rodas, encontros e eventos de cultura preta em dezenas de cidades brasileiras, busca evidenciar o contraste entre esses paradigmas. Serão mobilizados registros literários, letras de músicas, artigos acadêmicos e falas de mestres em especial Índio Maranhão e Toni Vargas, além de referências críticas de pensadores da cultura preta, que contribuem para desestabilizar narrativas hegemônicas e apontar caminhos de resistência e valorização da velhice enquanto ancestralidade viva.</p> Messias Nogueira Freitas Isabel Leite Cafezeiro Copyright (c) 2026 Revista Scientiarum Historia https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ 2026-01-19 2026-01-19 1 1 e509 e509 10.51919/revista_sh.v1i1.509 Inter-relações multi~pluri~inter~trans~indisciplinar(es)idade na perspectiva discente~docente~aprendente http://teste.portalassistiva.com.br/revistas/index.php/RevistaSH/article/view/510 <p>O artigo analisa o processo histórico de fragmentação do conhecimento desde o século XVII, intensificado pela Revolução Industrial e pelo positivismo, que transformaram a educação em um sistema voltado à especialização. Discute-se a evolução das propostas de integração, multidisciplinaridade, pluridisciplinaridade, interdisciplinaridade, transdisciplinaridade e indisciplinaridade, destacando seus limites e potencialidades. Evidencia-se que a transdisciplinaridade, ao articular razão, afetividade, espiritualidade e saberes não acadêmicos, amplia a compreensão da realidade e promove uma unidade mais inclusiva do conhecimento. A indisciplinaridade, por sua vez, é apresentada como atitude crítica que desafia a rigidez curricular e estimula novas articulações criativas entre diferentes campos, rompendo fronteiras estanques e favorecendo práticas educativas inovadoras. No campo pedagógico, destacam-se as contribuições de Piaget, Morin, Nicolescu e Freire, assim como a proposta Discente~Docente~Aprendente (D~D~A), que legitima o aprendente como sujeito ativo e cocriador. Conclui-se que a integração do saber, pela via da transdisciplinaridade e da indisciplinaridade, constitui um caminho essencial para formar sujeitos críticos, criativos e sensíveis, capazes de enfrentar os desafios complexos do mundo contemporâneo.</p> Simone Christina Rebello Barros Célia Regina Sousa da Silva Grazieli Simões Priscila Tamiasso-Martinhon Copyright (c) 2026 Revista Scientiarum Historia https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ 2026-01-18 2026-01-18 1 1 e510 e510 10.51919/revista_sh.v1i1.510